
BELO ORIENTE, MG – No passado dia 18 de janeiro, o Sítio Vó Clarice, em Belo Oriente, transformou-se num polo de debate sobre o futuro da agricultura familiar na região. O encontro, organizado pelo Instituto Reritiba de Desenvolvimento Social, Cultural e Ambiental, representado na ocasião por Ismael Sena Batista e pela Dra. Maria José dos Santos Cunha , reuniu famílias produtoras de importantes propriedades locais, como o Sítio Olhos de Água e as Fazendas Jerônimo e Braúna Grande, para discutir o pilar central da sobrevivência no campo: a educação financeira.
A iniciativa reafirma a preocupação social e o papel educativo que o Instituto Reritiba deseme penha junto das comunidades rurais. Mais do que fomentar a produção, o Instituto foca-se na salvaguarda das famílias, reconhecendo que a continuidade de negócios tradicionais, produtores de milho, feijão, quiabo, jiló, queijo e as famosas linguiças e cachaça mineira, depende de uma gestão profissional.
Para os organizadores, a educação não deve limitar-se às técnicas de plantio, mas estender-se ao “Dinheiro Inteligente”. Como afirmou Ismael Sena Batista na abertura, o objetivo é garantir que o “suor do campo” não seja perdido por falta de planeamento.
Convidada para esta ação, Marinel de Fátima Batista, alertou para os riscos financeiros.
A palestrante, especialista com mais de 30 anos de experiência em Gestão Financeira, trouxe dados alarmantes à reflexão. “A maioria dos brasileiros não se planeia. Num país com 77,4% de endividados, falar em gestão de risco é urgente”, sublinhou.
Durante a palestra, Marinel destacou como imprevistos como doenças, acidentes ou quebras de safra por fatores climáticos podem desestruturar o bem-estar familiar e a educação dos filhos. e proteção> Neste contexto, destacou os Seguros de Vida e Renda não apenas como um produto financeiro, mas como uma ferramenta de salvaguarda que assegura a liquidez da propriedade em períodos de crise. Complementarmente, a especialista enfatizou a premência da constituição de uma Reserva Financeira robusta, funcionando como um autêntico fundo de segurança capaz de blindar ou amortizar os impactos nefastos na economia doméstica e produtiva contra as inevitáveis oscilações do mercado e as incertezas das variações climáticas ou imprevistos graves com a saúde.
O encontro abriu espaço para um debate intenso sobre problemas que afligem o produtor, desde as elevadas despesas com inventários e sucessões até ao controlo rigoroso de financiamentos bancários.
Com esta ação, o Instituto Reritiba prossegue como um agente de transformação, provando que a prosperidade da agricultura familiar passa, obrigatoriamente, por uma mente educada e financeiramente protegida.
Por Maria José dos Santos Cunha


