Instituto Reritiba

Os Jesuítas no Espírito Santo 1549-1759: contatos, confrontos e encontros

Este trabalho analisa a ação missionária jesuíta na capitania do Espírito Santo entre 1549 e 1759 no quadro geral do Brasil colónia dentro do espaço estruturado colonial português, comumente chamado de Império. O objetivo principal deste trabalho é o levantamento de dados sobre a sua atuação no processo geopolítico religioso na capitania onde se cruzam colonizadores, indígenas de diferentes etnias, estrangeiros e religiosos. Do encontro dos dogmas cristãos com o pensamento indígena e a intenção dos colonizadores surgem o confronto.

Os jesuítas elaboraram então um conjunto de propostas que desenvolveram para a evolução do pensamento político moderno e mudaram as regras dentro da própria Companhia. Destacam-se as missões indígenas e as fazendas, como polos de surgimento de uma nova cultura que resulta do cruzamento dos diferentes agentes envolvidos e do seu papel na permuta e consolidação da presença portuguesa: RESUMO: Jesuítas no Espírito Santo 1549-1759: contatos, confrontos e encontros Este trabalho analisa a atuação missionária jesuítica na Capitania do Espírito Santo (1549-1759) no Brasil colonial (1500-1822) no âmbito da Império colonial português (1415-1974).

Este trabalho baseia-se em dados encontrados sobre o processo geopolítico religioso na Capitania do Espírito Santo, no qual colonizadores europeus, indígenas de diversas etnias, estrangeiros e membros de diversos grupos religiosos conviviam e interagiam, às vezes de forma pacífica, às vezes não tão pacificamente. Eventualmente, os dogmas católicos dos europeus entraram em conflito com as crenças nativas; daí surgiram conflitos com os colonizadores europeus.

Para proteger a população nativa das agressões culturais e físicas “europeias”, os jesuítas elaboraram um sistema complexo que acabou abrindo as portas para o pensamento moderno, mudando assim as regras de sua própria organização, ou seja, a Companhia de Jesus. Atenção especial é prestada às missões jesuíticas à população nativa e às fazendas, pois ambas funcionavam como plataformas de uma nova cultura: a união de diferentes povos e seu papel na negociação e consolidação da presença portuguesa no Brasil colonial.