Memória & Território · Iriri, Anchieta — ES
Do hotel pioneiro à Praça Calil Miguel: a história completa do Hotel Costa Azul em Iriri
Construído por Ari Rodrigues nos anos 1950, vendido à sociedade Calil Miguel em 1967, adquirido pelo Sindipa como colônia dos metalúrgicos de Ipatinga, desapropriado por Edival Petri em 2008 e demolido por Fabrício Petri em novembro de 2023. Setenta anos de história que atravessaram gerações, um cassino famoso, Juscelino Kubitschek, ônibus de mineiros e uma disputa judicial — até virar a praça pública que homenageia o empresário que o transformou em lenda.


Registro histórico do Hotel Costa Azul em Iriri, Anchieta-ES — construído por Ari Rodrigues em meados dos anos 1950 e vendido à sociedade Calil Miguel em 1967. Foto: Arquivo histórico / @euamoiriri.
Em novembro de 2023, máquinas na beira da praia derrubaram o que restava do Hotel Costa Azul em Iriri. Com ele foi abaixo não apenas um prédio de concreto, mas o símbolo físico de setenta anos de história — que começaram com um construtor pioneiro, passaram por um cassino frequentado por Juscelino Kubitschek, pelos ônibus dos metalúrgicos mineiros e por quinze anos de impasse jurídico. No lugar, nasceu uma praça que carrega o nome do empresário que transformou o hotel em lenda.
As origens — anos 1950
Ari Rodrigues e o nascimento do primeiro hotel de Iriri
O Hotel Costa Azul foi idealizado e construído originalmente pelo Sr. Ari Rodrigues em meados da década de 1950 — tornando-se o primeiro estabelecimento hoteleiro de Iriri. Registros históricos locais apontam que, em 1959, operários da construção civil, incluindo famílias portuguesas tradicionais da região como os Abrantes, foram contratados para a finalização das obras da estrutura, que já haviam sido iniciadas anos antes sob os investimentos de Ari Rodrigues e de seu parceiro Feliciano Lopes. Nessa fase pioneira, o gerente do espaço era Bernardino de Souza Neto.
A construção do hotel coincidiu com uma transformação profunda no balneário. Os registros históricos de Iriri revelam que a praia originalmente era uma área de restinga com apenas uma figueira centenária. Foi o veranista Fausto Bissolati Santana, natural de Nova Friburgo (RJ), quem plantou as famosas castanheiras ao longo da orla — dando origem ao nome Praia das Castanheiras. A imponência e o sucesso do Hotel Costa Azul foram tão marcantes que acabaram “rebatizando” o imaginário popular e a cartografia local: a praia abandonou o nome das árvores e adotou definitivamente o nome do hotel — Praia da Costa Azul — como é conhecida até hoje.


Fachada principal do Hotel Costa Azul, com a inscrição que batizou a praia. Foto: Arquivo / @euamoiriri.


Vista do hotel a partir da rua em paralelepípedos — o centro urbano de Iriri nas décadas de 1950 e 1960.
O que a pesquisa histórica revela
O hotel como motor da modernização de Iriri: telefone, política e infraestrutura
No livro “Iriri: A Construção de um Balneário” — obra de referência sobre a história do balneário —, são documentados fatos que mostram que o Hotel Costa Azul foi muito mais do que um estabelecimento de hospedagem. Em um período em que o balneário ainda sofria com o isolamento geográfico — quando a travessia do rio dependia de balsas operadas por figuras folclóricas como o “Juca da Passagem” e o “Chico Duardo”, antes da construção das pontes de concreto —, o hotel funcionava como um verdadeiro centro cívico, polo de articulação política e porta de entrada da modernidade em Iriri.
Como o estabelecimento atraía a elite política, empresários e autoridades do Espírito Santo e de Minas Gerais, as grandes decisões sobre infraestrutura — energia elétrica, pavimentação, acessos rodoviários — eram debatidas e negociadas informalmente nos salões e terraços do Costa Azul. O hotel era, na prática, o lugar onde o futuro de Iriri era decidido.
📞 14 de novembro de 1957 — o primeiro telefone de Iriri
Uma das revelações mais curiosas da pesquisa histórica sobre Iriri é que a comunicação moderna no balneário nasceu dentro do hotel. Foi em uma conversa nas dependências do Hotel Costa Azul que se discutiu, pela primeira vez, a possibilidade de instalar uma cabine telefônica no balneário. Graças a essa articulação e ao esforço do secretário Rubens Rangel, Iriri adquiriu seu primeiro posto telefônico em 14 de novembro de 1957 — instalado em uma das dependências do próprio hotel. Anos depois, na década de 1970, o serviço mudou de endereço e passou para a residência do Sr. Manoel Freire.
“O Hotel Costa Azul não foi apenas um prédio imponente na orla; ele foi o polo irradiador que conectou Iriri à modernidade urbana e tecnológica na metade do século XX.”
Iriri: A Construção de um Balneário (2015)A era de ouro — 1967
Calil Miguel, o cassino e a visita de Juscelino Kubitschek
Em 1967, o hotel foi adquirido por uma sociedade formada pelo empresário Calil Miguel, seu irmão José Calil e o amigo e sócio Luiz Pessoa Duarte. Com vasta experiência em hotelaria na capital mineira, o trio comprou o estabelecimento e inaugurou o período mais glamouroso da história do Hotel Costa Azul, transformando Iriri em destino turístico de destaque nacional no final da década de 1960.
Sob o comando de Calil Miguel, o hotel chegou a abrigar um famoso cassino e bingo que se tornou ponto de encontro da elite política e empresarial do país. Entre os frequentadores ilustres, os registros históricos apontam a visita do ex-presidente Juscelino Kubitschek — convidado pelo então deputado Elí Junqueira — em uma das noites mais marcantes da história de Iriri. O estabelecimento só encerrou essa atividade quando os jogos de azar foram proibidos no Brasil e o bingo foi fechado pela Polícia Federal.
“Sob o comando de Calil Miguel, o Hotel Costa Azul transformou Iriri em destino da elite política nacional — e a visita de Juscelino Kubitschek ao cassino do hotel ficou gravada na memória do balneário para sempre.”
Registros históricos de Iriri, Anchieta — ESA sociedade Calil Miguel — 1967
- Calil Miguel — empresário pioneiro, viveu até os 103 anos; líder da sociedade
- José Calil — irmão de Calil; sócio no empreendimento
- Luiz Pessoa Duarte — amigo e sócio do grupo
- Experiência prévia em hotelaria em Minas Gerais foi determinante para o sucesso
- Hotel recebeu cassino e bingo frequentados pela elite política nacional
- Visita histórica de Juscelino Kubitschek a convite do deputado Elí Junqueira
- Encerramento do cassino após proibição federal dos jogos de azar no Brasil
O Sindipa e a conexão mineira — 1970 a 2007
Os metalúrgicos de Ipatinga e a rota Vale do Aço–Praia Costa Azul
Após o período da sociedade Calil Miguel — e passando por registros cartoriais de transição de posse que incluem o nome de Claudionor Lino Ferreira Pinto —, o imóvel acabou sendo adquirido pelo Sindipa, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga-MG, que representava os operários da gigante siderúrgica Usiminas.
A compra não foi por acaso. Nas décadas de 1970 e 1980, o sindicalismo brasileiro vivia uma era de grande expansão patrimonial: oferecer lazer e descanso aos trabalhadores e suas famílias era uma das principais bandeiras das grandes entidades. O Sindipa identificou no Hotel Costa Azul — uma estrutura já consolidada e de prestígio em um dos balneários mais belos do Espírito Santo — a oportunidade perfeita para instalar sua colônia de férias estratégica no litoral capixaba.
A escolha de Iriri também não foi aleatória. O balneário de Anchieta já havia se tornado informalmente a “praia dos mineiros”, destino preferencial das famílias do Vale do Aço. Na alta temporada e nos feriados prolongados da Usiminas, ônibus fretados pelo sindicato saíam em comboio de Ipatinga rumo ao Hotel Costa Azul. Essa dinâmica injetava uma quantidade expressiva de recursos no comércio, na gastronomia e no mercado de aluguel de temporada de toda a região de Anchieta — moldando definitivamente a identidade turística de Iriri.


A Praia Costa Azul no auge do turismo do Vale do Aço: ônibus fretados pelo Sindipa traziam famílias de metalúrgicos de Ipatinga para o Hotel Costa Azul em Iriri. Foto: a inserir.
Com o passar dos anos, no entanto, o modelo começou a mostrar desgaste. As crises sucessivas na indústria siderúrgica brasileira, as mudanças na legislação trabalhista e o alto custo de manutenção de uma estrutura vertical de concreto exposta permanentemente à maresia tornaram o hotel um fardo financeiro crescente para o sindicato. O esvaziamento progressivo da colônia gerou deterioração do prédio — e o que um dia foi o endereço mais glamouroso de Iriri chegou ao início dos anos 2000 como uma estrutura degradada, à espera de um destino.
O Sindipa e Iriri — o que a história registra
- Sindipa: Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga-MG — representante dos operários da Usiminas
- Décadas de 1970–80: auge do modelo de colônias de férias sindicais no Brasil
- Rota consolidada: ônibus fretados de Ipatinga partiam em comboio rumo ao Hotel Costa Azul
- Impacto econômico: fluxo massivo de turistas mineiros moldou o comércio e o aluguel de temporada em Anchieta
- Declínio: crise siderúrgica, mudanças trabalhistas e custo de manutenção da estrutura à beira-mar
- Deterioração do imóvel ao longo dos anos 1990 e 2000 antecede a desapropriação
A desapropriação — 2008
Edival Petri, o decreto e os R$ 1 milhão pagos ao Sindipa
Em 2008, no final de seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Anchieta, Edival Petri tomou a decisão que definiria o futuro daquela área por décadas. Identificando que a estrutura deteriorada do hotel bloqueava o potencial turístico da Praia Costa Azul, o prefeito assinou o decreto de utilidade pública e a prefeitura depositou em juízo cerca de R$ 1 milhão como indenização ao Sindipa pela desapropriação do imóvel.
O objetivo declarado era demolir a estrutura imediatamente, abrir a vista para o mar, interligar as orlas e construir um complexo público de lazer e convivência. O plano, porém, esbarrou em impasses: o Sindipa contestou judicialmente os valores da indenização, a transição de gestão municipal congelou o projeto e a estrutura ficou sem destino definido por anos.
Como solução temporária, a prefeitura permitiu que quatro restaurantes tradicionais e uma associação de artesãos ocupassem a área térrea do antigo hotel de forma permissionária. Por quase 15 anos, esse esqueleto de concreto à beira-mar funcionou paradoxalmente como o principal polo gastronômico da Praia Costa Azul — memória histórica, informalidade e culinária capixaba convivendo no mesmo espaço.
Desapropriação 2008 — os fatos
- Prefeito Edival Petri assina decreto de utilidade pública sobre o imóvel do Sindipa
- Prefeitura deposita em juízo aproximadamente R$ 1 milhão de indenização
- Sindipa contesta o valor na Justiça — disputa se arrasta por anos
- Projeto de praça é congelado por impasses jurídicos e transição de governo
- Solução temporária: quatro restaurantes e associação de artesãos ocupam a área térrea
- Por 15 anos, o “esqueleto” do hotel funciona como polo gastronômico de Iriri
A demolição definitiva — novembro de 2023
Fabrício Petri conclui o projeto do pai: as máquinas chegam à praia
O plano iniciado por Edival Petri em 2008 só seria executado uma década e meia depois, sob o comando de seu filho, o prefeito Fabrício Petri. Em novembro de 2023, as máquinas chegaram à Praia Costa Azul e a estrutura remanescente foi completamente demolida — mudando definitivamente a paisagem da orla de Iriri.
A demolição não foi um processo simples de engenharia: foi uma operação de intensa negociação social e política. Os quatro restaurantes que ocupavam o espaço não eram apenas estabelecimentos comerciais — eram referências gastronômicas da culinária capixaba, gerando dezenas de empregos diretos e indiretos. A saída foi negociada com garantia jurídica de prioridade e espaço nos novos quiosques padronizados da nova praça. Sem esse acordo, a demolição teria gerado uma crise econômica local às vésperas do verão.
Obras de demolição em novembro de 2023 — fim de uma estrutura que ocupou a orla por mais de 70 anos.
A Nova Praça Calil Miguel em construção — modernização da orla e homenagem ao empresário que transformou o hotel.
O legado — a Praça Calil Miguel
A nova praça, a lei e a homenagem que fecha o ciclo histórico
Quando o prefeito Fabrício Petri inaugurou a nova praça construída no lugar do hotel demolido, o espaço recebeu oficialmente o nome de Praça Calil Miguel — aprovado pela Lei Municipal nº 75/2022 — em homenagem ao empresário que comprou o hotel em 1967 e o transformou no estabelecimento mais famoso do litoral sul capixaba. Calil Miguel, que viveu até os 103 anos, tornou-se assim o nome gravado para sempre no lugar que ele próprio ajudou a construir.
O projeto urbanístico da Nova Praça Calil Miguel prevê quiosques modernos e padronizados com prioridade para os comerciantes tradicionais deslocados, espaço de convivência com paisagismo, iluminação em LED, calçadão acessível e preservação da vista panorâmica do mar — que antes era bloqueada pelo paredão de concreto do antigo hotel. A retirada da estrutura já provocou valorização imobiliária imediata no entorno e reposicionou Iriri para um turismo de maior poder aquisitivo.
Nome oficial — Lei Municipal nº 75/2022
Praça Calil Miguel
O espaço público construído no lugar do Hotel Costa Azul recebeu oficialmente o nome do empresário que adquiriu o hotel em 1967 e inaugurou sua era mais glamourosa — fechando um ciclo de mais de 70 anos de história em Iriri.
Nova Praça Calil Miguel — o projeto
- Nome oficial: Praça Calil Miguel — Lei Municipal nº 75/2022
- Quiosques modernos e padronizados com prioridade para os comerciantes tradicionais
- Espaço de convivência com paisagismo, iluminação em LED e calçadão acessível
- Vista panorâmica do mar preservada — antes bloqueada pelo hotel
- Palco e estrutura para shows, eventos culturais e o Festival Capixaba de Frutos do Mar
- Valorização imobiliária imediata do entorno após a demolição
A cadeia completa de proprietários
Quatro donos, sete décadas, uma história
Ari Rodrigues & Feliciano Lopes
Construtores originais do hotel. Ari Rodrigues idealizou e investiu na estrutura desde meados dos anos 1950, com obras finalizadas em 1959. Gerência de Bernardino de Souza Neto. Participação de famílias tradicionais da região como os Abrantes na construção.
Calil Miguel, José Calil & Luiz Pessoa Duarte
Sociedade adquiriu o hotel em 1967 e inaugurou seu período mais glamouroso. Cassino frequentado por JK; turismo nacional de alto padrão; Calil Miguel viveu até os 103 anos e deu nome à praça atual.
Claudionor Lino Ferreira Pinto
Registros cartoriais e judiciais apontam a passagem da propriedade por este nome no período de transição entre a sociedade Calil Miguel e a aquisição pelo Sindipa. Período exato em apuração.
Sindipa — Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga-MG
Adquiriu o imóvel para colônia de férias dos operários da Usiminas. Ônibus fretados de Ipatinga lotavam Iriri na alta temporada. Declínio com a crise siderúrgica e deterioração da estrutura. Contestou os valores da desapropriação na Justiça.
Prefeitura Municipal de Anchieta
Desapropriação por Edival Petri com indenização de R$ 1 milhão. Quinze anos de transição com quatro restaurantes e artesãos na área térrea. Demolição definitiva em novembro de 2023 por Fabrício Petri.
A história em quatro momentos
Primeiro hotel de Iriri. A Praia das Castanheiras passa a ser chamada de Costa Azul. Em 1956, recebe o Governador Francisco Lacerda de Aguiar.
Sociedade Calil Miguel adquire o hotel. Cassino famoso, visita de JK. Polo de turismo de alto padrão no litoral sul capixaba.
Decreto de utilidade pública. R$ 1 milhão ao Sindipa. Projeto de praça congelado. Restaurantes ocupam a área térrea por 15 anos.
Fabrício Petri conclui o projeto do pai. Hotel demolido em novembro. Nasce a Praça Calil Miguel — Lei nº 75/2022.
Linha do tempo completa
Praia das Castanheiras
Trecho frequentado por pescadores e famílias locais, sem infraestrutura turística. Dominado pelas amendoeiras-da-praia na orla de Iriri.
Fundação — Ari Rodrigues e Feliciano Lopes
Primeiro hotel de Iriri é construído. Obras finalizadas com participação das famílias Abrantes em 1959. Gerência de Bernardino de Souza Neto. Fausto Bissolati Santana, veranista de Nova Friburgo (RJ), planta as castanheiras na orla — dando origem ao antigo nome da praia.
Banquete com o Governador
Hotel recebe o Governador Francisco Lacerda de Aguiar, consolidando o prestígio do estabelecimento e de Iriri no cenário estadual.
Primeiro telefone de Iriri — instalado no hotel
Articulação iniciada nas dependências do Hotel Costa Azul resulta na instalação do primeiro posto telefônico de Iriri, graças ao esforço do secretário Rubens Rangel. O aparelho fica no próprio hotel até a década de 1970, quando migra para a residência do Sr. Manoel Freire.
Sociedade Calil Miguel assume o hotel
Calil Miguel, José Calil e Luiz Pessoa Duarte compram o estabelecimento. Cassino e bingo atraem a elite nacional. Visita de Juscelino Kubitschek a convite do deputado Elí Junqueira.
Era Sindipa — os metalúrgicos de Ipatinga
Sindipa adquire o hotel como colônia de férias dos operários da Usiminas. Ônibus fretados de Ipatinga consolidam Iriri como a “praia dos mineiros”.
Desapropriação — Edival Petri
Decreto de utilidade pública. R$ 1 milhão depositado em juízo ao Sindipa. Sindipa contesta o valor na Justiça. Projeto de praça é congelado.
15 anos de transição
Quatro restaurantes tradicionais e associação de artesãos ocupam a área térrea de forma permissionária. O “esqueleto” do hotel vira polo gastronômico de Iriri.
Demolição definitiva — Fabrício Petri
Estrutura completamente demolida. Comerciantes recebem garantia nos novos quiosques. A paisagem da orla de Iriri muda para sempre.
Praça Calil Miguel — Lei nº 75/2022
Nova praça pública com quiosques modernos, calçadão acessível, palco de eventos e vista livre para o mar. Homenagem ao empresário que transformou o hotel em lenda.
Ficha Histórica — Hotel Costa Azul
| Localização | Praia Costa Azul, Iriri, Anchieta — Espírito Santo |
| Construção | Meados dos anos 1950 — obras concluídas em 1959 |
| Construtor original | Ari Rodrigues e Feliciano Lopes; gerência de Bernardino de Souza Neto |
| 2º proprietário | Calil Miguel, José Calil e Luiz Pessoa Duarte — aquisição em 1967 |
| 3º proprietário | Claudionor Lino Ferreira Pinto — período de transição (data em apuração) |
| 4º proprietário | Sindipa — Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga-MG (colônia de férias da Usiminas) |
| Origem do nome | Fausto Bissolati Santana (veranista de Nova Friburgo-RJ) plantou as castanheiras na orla; o hotel “rebatizou” a praia popularmente |
| 1º telefone de Iriri | Instalado nas dependências do hotel em 14/11/1957; articulação de Rubens Rangel; migrou para a casa de Manoel Freire nos anos 1970 |
| Evento histórico | Banquete com Gov. Francisco Lacerda de Aguiar (1956); visita de JK ao cassino (data apuração) |
| Desapropriação | 2008 — decreto do prefeito Edival Petri; R$ 1 milhão depositado em juízo ao Sindipa |
| Uso intermediário | 2008–2023 — quatro restaurantes e associação de artesãos (permissionários) |
| Demolição | Novembro de 2023 — gestão do prefeito Fabrício Petri |
| Uso atual | Praça Calil Miguel — Lei Municipal nº 75/2022 |
| Fonte bibliográfica | Iriri: A Construção de um Balneário. 2015. |

