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Instituto Reritiba

Instituto Reritiba

PROGRAMASEMEAR

01

APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA

O litoral do Espírito Santo enfrenta intensas pressões antrópicas decorrentes da expansão urbana desordenada, do turismo intensivo, de atividades portuárias e da indústria de óleo e gás. Nesse cenário, ecossistemas sensíveis como manguezais, restingas e bacias hidrográficas sofrem degradação contínua, afetando diretamente as comunidades tradicionais, pescadores artesanais e a sociobiodiversidade local.

Historicamente, os programas de educação ambiental aplicados no âmbito de licenciamentos federais (Ibama) e condicionantes corporativas carecem de enraizamento territorial, muitas vezes operando de forma descolada das realidades políticas e dos saberes locais.

O Programa SEMEAR surge para preencher essa lacuna, unindo a expertise técnica de mitigação exigida pelos grandes empreendedores ao DNA político e comunitário do Instituto Reritiba. O programa parte do princípio de que a conservação ambiental só é efetiva quando há participação cidadã ativa e controle social, capacitando as comunidades não apenas para receber informações, mas para incidir diretamente na gestão pública, na formulação de políticas municipais (como Planos Diretores e Planos de Manejo) e na defesa de seus territórios.

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OBJETIVO GERAL

Promover a educação ambiental crítica, transformadora e emancipatória nas comunidades do litoral capixaba e bacias hidrográficas, fomentando a participação cidadã na gestão ambiental, o controle social e a sustentabilidade dos territórios costeiros frente a grandes empreendimentos e pressões locais.

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OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1

Diagnosticar:

Realizar diagnósticos socioambientais participativos para identificar vulnerabilidades climáticas, conflitos socioeconômicos e potenciais ecológicos locais.

2

Formar e engajar (Comunidades):

Capacitar lideranças locais, pescadores, marisqueiras e moradores para a incidência política qualificada em espaços de governança (Comitês de Bacia, Conselhos de Meio Ambiente e audiências públicas).

3

Educar (Escolas):

Desenvolver atividades lúdicas, pedagógicas e investigativas em salas de aula, alinhadas à Portaria MEC nº 734/2026 (Política Nacional de Educação Ambiental Escolar).

4

Mitigar e restaurar (Ecologia Prática):

Executar ações práticas de restauração ecológica de manguezais e restingas (plantio de mudas nativas e propagules) e mutirões comunitários.

5

Atender exigências corporativas:

Estruturar frentes complementares voltadas à comunicação social regional, educação de trabalhadores (PEAT) e mitigação de impactos sobre a pesca artesanal e o turismo de base comunitária.

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PÚBLICO-ALVO

Comunidades tradicionais, pescadores artesanais, marisqueiras e moradores de áreas costeiras e ribeirinhas.

Estudantes, professores e comunidades escolares da rede pública de ensino.

Lideranças comunitárias e membros de conselhos de políticas públicas e comitês de bacia.

Trabalhadores e operários vinculados a cadeias produtivas locais e empreendimentos licenciados (atendendo ao escopo do PEAT).

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ESTRUTURA DE ATIVIDADES E METODOLOGIA

O programa está estruturado em 5 Eixos de Ação Integrados:

Eixo 1:

Diagnóstico territorial e escuta ativa

  • Mapeamento participativo: Oficinas de cartografia social com moradores e pescadores para identificar zonas de pesca, áreas degradadas e pontos críticos de erosão ou poluição.
  • Indicadores de base: Coleta de dados socioeconômicos e percepção ambiental para compor a linha de base do projeto.
Eixo 2:

Formação cidadã e incidência em espaços de controle social

  • Escola de cidadania ambiental: Ciclos de oficinas nas comunidades e bairros abordando legislação ambiental, licenciamento federal, outorgas de água, Código Florestal e planos diretores.
  • Articulação em conselhos: Preparação e apoio para a inserção de comunitários em cadeiras de conselhos municipais e comitês de bacia (como o CBH-LCS).
Eixo 3:

Educação Ambiental Escolar (Portaria MEC nº 734/2026)

  • Trilhas do Saber Local: Atividades lúdicas, oficinas de contação de histórias, jogos cooperativos e aulas de campo em manguezais e unidades de conservação.
  • Formação Docente: Oficinas pedagógicas para professores da rede pública sobre como integrar a temática socioambiental transversal e a realidade costeira no currículo escolar.
Eixo 4:

Restauração Ecológica

  • Viveiros e Plantio Comunitário: Mutirões práticos de cultivo e plantio de árvores nativas (mangue-vermelho, restinga e matas ciliares).
  • Campanhas de Limpeza e Conscientização: Ações de recolhimento de resíduos sólidos em praias, estuários e margens de rios, articuladas com educação porta a porta.
Eixo 5:

Frentes de mitigação e diálogo

  • Projeto de Educação Ambiental dos Trabalhadores (PEAT): Módulos informativos voltados a colaboradores e tripulações sobre respeito às comunidades tradicionais, arqueologia e prevenção à poluição marinha.
  • Canais permanentes de diálogo: Instalação de mesas de diálogo setoriais com o setor pesqueiro para mitigar conflitos decorrentes de tráfego náutico ou restrições operacionais offshore.
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CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Fase 1

(Meses 1 a 3):

Alinhamento institucional, mobilização comunitária inicial, planejamento pedagógico e diagnósticos participativos.

Fase 2

(Meses 4 a 9):

Execução das formações comunitárias, implantação das atividades nas escolas públicas, oficinas do PEAT e campanhas de plantio.

Fase 3

(Meses 10 a 12):

Avaliação de impacto, relatórios de desempenho socioambiental (KPIs), entrega de produtos finais e seminário de encerramento e devolutiva para as comunidades.

07

INDICADORES DE RESULTADO E MONITORAMENTO (KPIs)

Quantitativos:

Número de pessoas capacitadas nas oficinas comunitárias; quantidade de estudantes alcançados nas escolas; número de mudas de árvores nativas plantadas e vingadas; quantidade de reuniões dos canais de diálogo realizadas.

Qualitativos:

Grau de aumento da percepção ambiental (medido por pré e pós-testes); efetiva inserção de representantes comunitários em assentos de conselhos e comitês; relatórios de satisfação e resolução de conflitos gerados nas mesas de diálogo pesqueiro.

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